O Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes que havia reduzido os juros a partir do patamar de 15%.
A decisão, amplamente esperada pelo mercado financeiro, foi considerada acertada pelo ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, diante da piora das perspectivas para o cenário macroeconômico.
Em entrevista ao CNN Money, Loyola explicou que a principal razão para a interrupção dos cortes foi a deterioração das expectativas, especialmente em relação ao câmbio e à inflação. Segundo ele, esse movimento já aparece nas projeções do mercado, compiladas na pesquisa Focus.
“O que houve foi basicamente uma piora das expectativas, uma piora do cenário macroeconômico, principalmente do câmbio, e uma piora das expectativas inflacionárias, já refletida, inclusive, na pesquisa Focus”, afirmou.
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Loyola destacou que o Banco Central precisava evitar uma desancoragem ainda maior das expectativas de inflação. Na avaliação do economista, qualquer sinal de enfraquecimento da autoridade monetária poderia agravar esse quadro, especialmente em meio às discussões sobre possíveis mudanças na condução da política econômica e à indefinição sobre o futuro ministro da Fazenda.
