O presidente dos EUA, Donald Trump, pode ter tomado a decisão de iniciar a guerra contra o Irã, que impactou negativamente o apoio dos eleitores do Partido Republicano e resultou na derrota nas eleições de Meio de Mandato.
Mas essas perdas históricas estão acelerando a busca por um culpado: o secretário de Defesa, Pete Hegseth. E a Câmara dos Representantes pode votar, já na próxima semana, o impeachment do chefe do Pentágono.
Muitos legisladores e aliados republicanos, alarmados com o resultado eleitoral de terça-feira (3), estão agindo rapidamente para atribuir a culpa pelos resultados a Hegseth. Nos bastidores, argumentam que ele desempenhou um papel fundamental ao convencer Trump a atacar o Irã sem uma estratégia de saída, e sem qualquer plano para lidar com as inevitáveis consequências políticas.
Essa ofensiva ocorre apesar de estrategistas republicanos da Câmara e do Senado reconhecerem, em conversas privadas, que os problemas do partido vão muito além da guerra, tendo provocado perdas de uma magnitude não vista desde 2008, que levarão anos para serem revertidas. Por enquanto, no entanto, os líderes partidários, e grande parte de seus correligionários, não estão dispostos a culpar Trump diretamente por seus infortúnios.
Mesmo entre os republicanos da Câmara que sobreviveram ao resultado de terça-feira, não há qualquer expectativa de que rompam com o presidente, restando ainda dois anos de seu mandato.
