A estrela supergigante vermelha Betelgeuse voltou a intrigar astrônomos. Considerada uma das estrelas mais brilhantes do céu, este astro que integra a constelação de Órion, o Caçador, apresentou uma nova diminuição no seu brilho. A mudança é importante para os cientistas, porque pode sinalizar algum processo ocorrendo na estrela.
Betelgeuse fica a cerca de 650 anos-luz da Terra. Em agosto, cientistas notaram que a magnitude (termo que descreve o brilho das estrelas) foi de +0,5 para apenas 0,95, pode não parecer muito, mas foi suficiente para que Betelgeuse pareça ser menos brilhante que sua vizinha Aldebaran, na constelação de Touro.
A variabilidade do astro é documentada desde 1836 e, hoje, os cientistas já sabem que Betelgeuse passa por processos variados, como contrações internas periódicas, erupções colossais de poeira e interferências gravitacionais de outro corpo celeste. As oscilações cíclicas decorrem de sua fase avançada de evolução estelar, que a faz pulsar de maneira contínua.
Estrela Betelgeuse
Por se tratar de uma supergigante chegando ao fim do seu ciclo, Betelgeuse passa por ciclos regulares de pulsação que duram cerca de 430 dias, “Betelgeuse se expande e contrai com espasmos, como um velho homem com suas forças quase totalmente esgotadas, ofegante no fim asmático da idade avançada”, descreveu o astrônomo Henry M. Neely.
