A mineradora australiana Viridis Mining and Minerals fechou um acordo com a gigante química belga Solvay que prevê mecanismos de proteção contra a queda dos preços internacionais de terras raras produzidas no projeto Colossus, localizado em Poços de Caldas, em Minas Gerais.
Segundo comunicado divulgado pela companhia à bolsa australiana, o contrato estabelece preços mínimos para quatro elementos considerados estratégicos: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. A medida busca garantir maior previsibilidade financeira ao empreendimento, que ainda está em fase de desenvolvimento e tem previsão de iniciar a produção comercial em 2028.
Na prática, o mecanismo funciona como uma proteção contra eventuais quedas nas cotações internacionais. Caso os preços de mercado recuem abaixo dos patamares estabelecidos no contrato, os valores mínimos negociados servirão como referência para a remuneração da mineradora. Por outro lado, se as cotações subirem, a Viridis poderá se beneficiar dos preços mais elevados.
A empresa não revelou os valores dos preços mínimos negociados com a Solvay, alegando que as fórmulas de precificação e outros parâmetros comerciais são confidenciais.
De acordo com a Viridis, os volumes mínimos contratados dos quatro elementos, considerados os principais para a fabricação de ímãs permanentes, deverão assegurar uma receita de aproximadamente US$ 915 milhões entre 2029 e 2034.
