A Comissão Eleitoral Central de Israel concluiu uma auditoria em 9.069 seções eleitorais e afirmou não ter encontrado provas de fraude capazes de colocar em dúvida a integridade dos resultados das eleições. A validação foi anunciada nesta quarta-feira (4/11), em meio a questionamentos de integrantes da extrema-direita e à disputa pela formação do próximo governo.
A aprovação dos números finais ocorreu com 15 votos favoráveis e dois contrários. Outros 14 integrantes do órgão se abstiveram. Apesar da decisão, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que partido dele, o Likud, não reconhece os resultados e pediu a prisão de líderes de partidos árabes-israelenses.
Conhecido por declarações extremistas contra os palestinos, Ben-Gvir questiona a participação das legendas árabes no processo eleitoral. Os partidos conquistaram uma presença recorde no Parlamento e podem ter papel decisivo nas negociações para a formação de uma nova coalizão.
A contestação ocorre em um momento de forte divisão política no país, que não registrou um bloco com maioria suficiente para governar sozinho no Parlamento, composto por 120 cadeiras.
Oposição acusa Netanyahu de atacar a democracia
O líder da oposição, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, acusou o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu de tentar enfraquecer as instituições democráticas e estimular hostilidade contra representantes eleitos.
