A CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou como equivocada e excessivamente conservadora a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Para a entidade, a manutenção dos juros elevados encarece o crédito, reduz investimentos e consumo e prejudica a atividade econômica.
Em posicionamento divulgado nesta 4ª feira (4.nov.2026), a confederação defendeu a retomada do ciclo de cortes da Selic na reunião de dezembro. A entidade avalia que há espaço para reduzir os juros sem comprometer o controle da inflação, apesar da piora das expectativas depois das eleições presidenciais.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o custo da política monetária restritiva se tornou excessivo para empresas e famílias.
“A Selic permanece muito alta e isso afeta crédito, investimentos e a atividade econômica. É verdade que as expectativas para a inflação pioraram, mas o IPCA segue dentro do intervalo da meta no chamado horizonte relevante da política monetária”, declarou.
Segundo Alban, a redução dos juros pode ocorrer em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor custos adicionais à economia.
JUROS REAIS
A CNI calcula que, com a Selic em 13,75%, os juros reais permanecem em aproximadamente 8,4% ao ano, acima da taxa neutra estimada em 5%. Esse indicador representa o nível de juros que não estimula nem restringe a atividade econômica.
