As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, podem alterar a relação entre o presidente Donald Trump e o Congresso, além de influenciar a disputa pela Casa Branca em 2028. A votação realizada nesta terça-feira, 3, renovou as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e colocou em disputa 35 das 100 vagas do Senado.
Das 35 cadeiras do Senado, 33 correspondem à renovação regular e duas a eleições especiais, realizadas em Ohio e na Flórida. Diferentemente dos deputados, eleitos para mandatos de dois anos, os senadores permanecem seis anos no cargo, com renovação de aproximadamente um terço da Casa a cada dois anos.
A composição do Legislativo determina parte da capacidade do presidente de aprovar leis, negociar o orçamento federal e implementar propostas de governo. O controle democrata de uma ou das duas Casas pode impor obstáculos à agenda republicana e ampliar a fiscalização sobre a administração Trump.
Na Câmara, uma maioria democrata pode bloquear projetos apresentados pelos republicanos, convocar autoridades para prestar esclarecimentos e abrir investigações parlamentares. No Senado, o partido também pode dificultar a confirmação de indicados pelo presidente para cargos federais, incluindo integrantes do Judiciário e do primeiro escalão do governo.
A mudança no equilíbrio de forças, porém, não significa a perda da capacidade de governar.
