Analistas do mercado financeiro enxergam que o Banco Central deixou pistas de que não deve haver novos cortes nos juros após a manutenção da Selic no atual patamar de 13,75% ao ano, conforme decisão publicada nesta quarta-feira (4).
A decisão veio sem grandes surpresas aos agentes do mercado, que já apostavam majoritariamente no resultado. Mesmo assim, trouxe alívio diante da possibilidade de ruídos, como uma divisão da decisão.
Em notas publicadas “ao quente” da decisão, analistas reforçaram que a decisão do Comitê foi acertada, ancorando os argumentos na recente piora das expectativas em reflexo à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
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Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, apontou que a decisão foi correta “por preservar a âncora monetária em um momento de elevada incerteza”.
Após o efeito quase imediato com a vitória do petista, que se concretizou no Ibovespa afundar quase 18% na semana seguinte e o dólar disparar, o mercado agora fica em compasso de espera dos próximos movimentos do Executivo na pauta fiscal.
O sentimento de insegurança que gera tanto ruído no mercado pode ser resumido em dois questionamentos: quem será o próximo chefe da Fazenda e qual linha fiscal se sobressairá em meio às disputas dentro do próprio governo?
