Os rivais políticos do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aproveitaram a conquista do Congresso dos EUA pelo Partido Democrata como prova de que ele desperdiçou gerações de apoio bipartidário norte-americano ao país, enquanto buscam uma chance de formar um governo sem ele.
Os democratas conquistaram a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes nas eleições de Meio de Mandato de terça-feira (3), em uma derrota para o presidente Donald Trump, alimentada em parte pela profunda frustração com a impopular guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
A votação nos EUA ocorreu apenas uma semana após as eleições em Israel, onde a coalizão de direita de Netanyahu perdeu sua maioria parlamentar, mas teve desempenho suficiente para impedir que seu principal adversário, Gadi Eisenkot, tivesse um caminho livre para destituí-lo.
O presidente israelense Isaac Herzog deve manter conversas nesta quarta (4) e na quinta-feira (5) com representantes dos partidos antes de encarregar um dos dois de formar o próximo governo. Enquanto isso, Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino.
Os Estados Unidos têm sido o aliado mais firme de Israel há gerações, sob presidentes de ambos os partidos, fornecendo bilhões de dólares por ano em ajuda militar desde a década de 1970. Mas, ao contrário de líderes anteriores que cortejavam assiduamente tanto democratas quanto republicanos, Netanyahu apoiou abertamente os republicanos.
