Todas as coisas que você pode ver e tocar, de cachorros a estrelas, são compostas basicamente de duas partículas subatômicas: os quarks, que formam o núcleo dos átomos, e os elétrons, que formam nuvenzinhas de carga elétrica negativa ao redor do núcleo.
Existem outras partículas por aí, com diferentes graus de participação nas nossas vidas. Os fótons são a unidade fundamental da luz, sem eles não existiriam lâmpadas nem wi-fi.
Já os neutrinos levam uma existência basicamente imperceptível: neste exato segundo há 100 trilhões deles atravessando seu corpo sem causar mal ou bem algum a você.
É impossível, até onde se sabe, subdividir qualquer uma dessas partículas. Elas são as menores coisas que existem; os componentes fundamentais da realidade.
O problema é que os tijolinhos básicos da construção do Universo se organizam de um jeito meio estranho.
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Os quarks que formam nossos átomos vêm em duas configurações, apelidadas pelos físicos de up e down. Vale dizer que esses são só nomes espirituosos, os conceitos de “em cima” e “embaixo” nem sequer fazem sentido no contexto quântico.
(Certa vez, um jovem aluno perguntou ao físico italiano Enrico Fermi o nome de uma partícula e ele respondeu: “Olha, se eu conseguisse lembrar os nomes dessas partículas, teria sido botânico”)
Acontece que existem seis quarks ao todo.
