Dirigente de destaque do Milan em sua era de ouro, Adriano Galliani apresentou, nesta quarta-feira, sua candidatura ao cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), informaram as agências italianas.
Galliani, de 82 anos, foi dirigente do Milan entre 1986 e 2017, período áureo do clube lombardo, marcado por oito títulos do Campeonato Italiano e cinco Ligas dos Campeões.
Posteriormente, comandou o Monza, na época em que o modesto clube pertencia à família Berlusconi, entre 2018 e 2025.
Senador pelo partido Forza Italia desde 2023, Galliani continua sendo uma figura influente no futebol italiano. Ele já ocupou os cargos de vice-presidente da Lega Serie A e da Lega Serie B. Conta com o apoio de diversos clubes da Serie A, assim como das associações de jogadores e de treinadores.
No entanto, apesar de sua experiência e dos apoios recebidos, sua candidatura causou grande surpresa, visto que tudo indicava que Giovanni Malagò seria o único candidato à presidência da FIGC, entidade cujas eleições estão marcadas para o dia 14 de dezembro.
Ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano e do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina, Malagò foi eleito em junho para chefiar uma FIGC em crise, após o fracasso da ‘Nazionale’, que ficou de fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
No entanto, a eleição foi contestada, uma vez que Malagò não possuía registro na FIGC no momento em que foi eleito.
