Marte pode guardar condições favoráveis à vida microbiana em regiões subterrâneas aquecidas por atividade geológica. Uma nova análise de dados da sonda ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO), da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), identificou padrão incomum de cloreto de hidrogênio na atmosfera do planeta. A distribuição do gás levantou a hipótese de que ainda exista uma fonte de calor vulcânico sob a superfície marciana.
O sinal foi detectado sobre fissuras nos flancos de Alba Mons, um dos grandes vulcões de Marte. Os pesquisadores acreditam que essas rachaduras possam permitir que gases do interior do planeta cheguem à atmosfera, possivelmente a partir de uma câmara de magma adormecida.
A descoberta não significa que Marte esteja prestes a registrar uma erupção. Até agora, nenhuma atividade vulcânica recente foi observada diretamente no planeta. A origem subterrânea do gás ainda é uma hipótese que precisa de confirmação.
O estudo foi publicado nesta quarta-feira (4) na revista científica Science Advances e pode ajudar a identificar regiões que merecem atenção na busca por sinais de vida fora da Terra.
Gás aparece sobre fissuras de antigo vulcão
A presença de cloreto de hidrogênio em Marte não é exatamente novidade. A sonda ExoMars TGO já havia identificado o composto em 2021.
