A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou nesta quarta-feira (4) a ampliação de um teste de vacinas contra o Ebola na República Democrática do Congo para incluir duas candidatas experimentais desenvolvidas especificamente contra a cepa Bundibugyo, para a qual não há vacinas ou tratamentos aprovados.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o estudo, iniciado no mês passado com a vacina Ervebo, da Merck, passará a incluir a candidata ChAdOx1 BDBV, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo Instituto Serum da Índia, e a candidata mRNA-1469, da Moderna.
Meg Doherty, da OMS, disse que os pesquisadores esperam obter os primeiros resultados em 2027, o que poderia ampliar o acesso às vacinas e ajudar a pôr fim à epidemia. Desde que o surto foi declarado, em maio, mais de 10 mil casos e 5 mil mortes foram registrados no Congo, tornando esta a epidemia de Ebola mais letal já registrada no país.
Tedros afirmou ainda que o Quênia registrou nove casos de Ebola, incluindo duas mortes, enquanto um caso foi confirmado na Nigéria. Ele pediu aos países que suspendam as restrições de viagem relacionadas ao surto.
EBOLA: CNN entra em ala de infectados na RD Congo | CNN 360º
Violência e desconfiança dificultam combate ao Ebola na RD Congo
