Nesta quarta-feira, 4, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.
Em nota, a entidade afirmou que a medida representa um "aperto monetário desmedido" e prejudica empresas e consumidores.
"Na prática, a autoridade monetária pune quem produz e consome", declarou a federação.
Conforme a Fiesp, a Selic está em um patamar equivalente a aproximadamente três vezes a inflação corrente.
A entidade considera que a manutenção dos juros elevados dificulta o acesso ao crédito e compromete a capacidade de investimento das empresas.
A federação também chamou a atenção para as taxas cobradas pelos bancos em operações de crédito destinadas ao setor produtivo e aos empreendedores, que, conforme a nota, chegam a 30% ao ano.
Para a Fiesp, esse cenário inviabiliza investimentos e contribui para o agravamento do endividamento de famílias e empresas.
Fiesp critica Copom por Selic alta
A entidade também criticou os efeitos da política monetária sobre as contas públicas. Segundo a federação, o pagamento de juros da dívida pública custa mais de R$ 1 trilhão por ano.
Diante desse cenário, a Fiesp defendeu mudanças na condução das políticas monetária e fiscal para permitir a redução da taxa básica de juros.
