Vista da cúpula do Capitólio dos Estados Unidos.
Kent Nishimura / Reuters
Com uma ampla maioria no Congresso dos Estados Unidos, os democratas vão tentar frear a ambiciosa agenda de segurança de Washington na América Latina e no Caribe, que o presidente Donald Trump renomeou como Doutrina Donroe.
E para isso poderiam contar com a ajuda de representantes republicanos em alguns assuntos, como o controle dos ambiciosos planos petroleiros de Trump na Venezuela ou a política migratória.
Meses depois de voltar à Casa Branca, o governo Trump resumiu seus objetivos na região em uma nova doutrina de segurança nacional: a luta sem trégua contra o crime organizado, contra a imigração irregular e contra a presença de "países alheios" à região, um eufemismo para se referir basicamente à China.
Era o renascimento da Doutrina Monroe, de ingerência "benigna" do século XIX, quando Washington decidiu enfrentar as potências europeias que intervinham como queriam em países que acabavam de nascer.
Trump se apropriou do novo nome: Doutrina Donroe.
Essa doutrina, no entanto, depende da disponibilidade de dotações orçamentárias e de funcionários nomeados para ser posta em prática. E isso, em parte, passa pelo Congresso.
"Ter as duas Câmaras do Congresso, poder para convocar [testemunhas] e supervisão orçamentária porá fim ao menos às partes mais extremas da Doutrina Donroe", explicou à AFP Douglas Farah, presidente da consultoria de segurança IBI.
Vitória dos democratas no Congresso dos EUA porá fim à Doutrina Donroe?
