O Palácio do Planalto aposta que o Congresso de maioria democrata, eleito na 3ª feira (3.nov.2026), vai funcionar como freio a Donald Trump (Partido Republicano) na América Latina. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, não espera efeito imediato sobre o tarifaço, que segue sem proposta norte-americana de acordo.
Os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos. No Planalto, o resultado é visto como um risco de abertura de processo de impeachment contra Trump. Auxiliares de Lula também avaliam que o novo Congresso pode frear ações do republicano na região e favorecer o Brasil em temas como regulação das big techs e meio ambiente.
O Planalto também avalia que a articulação internacional do bolsonarismo sai enfraquecida. Republicanos próximos a Eduardo Bolsonaro (PL), como a deputada Maria Elvira Salazar, devem enfrentar mais dificuldades para avançar propostas contra integrantes do Judiciário brasileiro. O cenário também reduz o espaço para pautas de interesse da direita brasileira no Congresso dos EUA.
Aliados de Lula trataram o resultado norte-americano como vitória política. O deputado André Janones (Rede-MG), coordenador do canal “Exército do Lula” na campanha, disse ver influência do cenário brasileiro no pleito dos EUA. A deputada Duda Salabert (PDT-MG) destacou a mudança na correlação de forças e a reação eleitoral à direita radical.
