O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano nesta 4ª feira (4.nov.2026). O colegiado indicou como motivos a aceleração da inflação, o aumento das expectativas para os próximos anos e os riscos associados à política fiscal, ao câmbio e à alta dos preços do petróleo.
A decisão foi anunciada depois da reunião de 2 dias do comitê, realizada na 3ª feira (3.nov) e nesta 4ª feira (4.nov). Eis a íntegra do comunicado (PDF - 114 kB).
O Banco Central interrompeu o ciclo de cortes da Selic em um cenário de desaceleração mais acentuada da economia brasileira, mas com inflação acima do limite superior da meta.
A decisão foi unânime entre os 7 integrantes do Copom. O comunicado não apresentou sinalização explícita sobre quando os cortes poderão ser retomados.
INFLAÇÃO ACIMA DA META
O BC também elevou suas projeções para a inflação e alertou para a deterioração das expectativas de preços.
Segundo o comunicado, a inflação acumulada e a média das medidas subjacentes aceleraram nas divulgações mais recentes e ficaram acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta.
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus também se afastaram da meta de 3%. As estimativas passaram a indicar:
2026 - inflação de 5,2%;
2027 - inflação de 4,8%.
No cenário de referência do próprio Copom, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 5,6% em 2026 e 4,7% em 2027.
