Na sétima e penúltima reunião de 2026, a primeira depois das eleições gerais no país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou a interrupção do ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic), que agora se mantém em 13,75% ao ano.
A manutenção dos juros básicos neste patamar pôs fim a uma sequência de cinco reduções consecutivas. O anúncio foi feito ao final da reunião do colegiado nesta quarta-feira, 4. O encontro dos dirigentes do Copom começou na terça-feira 3.
Com a decisão do Copom, a Selic segue no menor nível em um ano e oito meses, desde março de 2025. Mesmo assim, o Brasil continua com a taxa de juro real (que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses) mais elevada do mundo, segundo levantamento da plataforma MoneYou, à frente de países como Rússia, Colômbia, Turquia, México, África do Sul e Argentina.
O ciclo de queda da Selic, interrompido nesta quarta-feira, começou em março deste ano, sempre com cortes de 0,25 ponto porcentual a cada reunião. Naquela ocasião, o Copom promoveu o primeiro corte de juros desde 2024.
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
