Nesta quarta-feira (4), às 11h20 da manhã (pelo horário de Brasília), Mercúrio iniciou uma fase que os astrônomos chamam de “conjunção solar inferior”, passando entre a Terra e o Sol, de quem se aproximou a cerca de 0,674 unidades astronômicas (UA) - o equivalente a algo em torno de 100,8 milhões de km.
De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, que é o período necessário para ele chegar à mesma posição em relação ao Sol, quando observado a partir do nosso planeta - que no caso de Mercúrio é de 116 dias.
No momento da conjunção solar inferior, Mercúrio estava a apenas 0°22′ (zero grau e 22 minutos de arco) do Sol. Essa proximidade faz com que o brilho intenso do astro ofusque o planeta, que já estava difícil de se observar há alguns dias. Essa fase marca o “desaparecimento” de Mercúrio no céu noturno e sua transição para se tornar um objeto matinal nas próximas semanas.
“Minutos de arco” é uma unidade de medida usada em astronomia para indicar ângulos muito pequenos no céu. Se um arco completo tem 360º, 60 minutos de arco equivalem a um grau. Portanto, a distância aparente entre Mercúrio e o Sol será de pouco mais de um terço disso.
Quando o planeta volta a aparecer no céu?
Ao mesmo tempo em que alcança a conjunção inferior com o Sol, Mercúrio também chega ao perigeu - ponto mais próximo da Terra - atingindo uma distância de 0,67 UA de nós.
