O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano nesta 4ª feira (4.nov.2026).
A decisão confirmou a expectativa da maioria das instituições financeiras, que apostava na interrupção do ciclo de cortes depois do aumento das incertezas fiscais e da volatilidade do mercado após as eleições presidenciais.
A decisão foi anunciada depois da reunião de 2 dias do colegiado, realizada na 3ª feira (3.nov) e nesta 4ª feira (4.nov). Com a manutenção, o Banco Central interrompe a sequência de reduções da taxa básica, que havia chegado a 13,75% em setembro, quando o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual.
MERCADO ACERTOU
A manutenção da Selic confirmou a expectativa predominante entre os agentes financeiros. Levantamento com 105 instituições, divulgado antes da decisão, mostrou que 72 apostavam na estabilidade dos juros em 13,75%, enquanto 33 esperavam um novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,50%.
As projeções indicavam que 68,6% das instituições consultadas esperavam a manutenção da taxa, contra 31,4% que projetavam redução.
A mudança nas expectativas se deu depois do 2º turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito.
A reação do mercado financeiro ao resultado eleitoral incluiu alta do dólar, queda da Bolsa brasileira e elevação dos juros futuros.
