O Banco Central do Paraguai negou, nesta 4ª feira (4.nov.2026), rumores sobre novas intervenções em instituições financeiras do país. A declaração foi divulgada depois que o Ueno Bank teve suas operações suspensas por problemas de solvência, deixando 2,9 milhões de clientes sem acesso a contas, cartões e transferências.
A situação levou correntistas a procurarem outros bancos para movimentar seus recursos, o que provocou instabilidade nos aplicativos de algumas instituições. O órgão afirmou que o sistema financeiro paraguaio mantém níveis adequados de solvência e liquidez e que as instituições funcionam normalmente. Também pediu que a população consulte os canais oficiais antes de compartilhar informações sobre o setor.
Novo indicado para o BCP
O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo na 3ª feira (3.nov), depois que o presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita) pediu sua saída em razão da crise envolvendo o Ueno Bank.
Nesta 4ª feira (4.nov), Peña anunciou a indicação do economista Raúl Vera Bogado para comandar o BCP. O presidente encaminhou ao Congresso o pedido de acordo constitucional para a nomeação. Vera já presidiu o Banco Central de 2001 a 2002.
Na 3ª feira (3.nov), a Fiscalía (Ministério Público do Paraguai) ordenou a prisão de 8 dirigentes e ex-dirigentes da instituição, investigados por suspeitas de irregularidades financeiras.
