O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, discutiu com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, condições de um contrato de R$ 320 milhões para a venda de 49,9% da Financeira BRB, subsidiária do Banco de Brasília.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal de um dos celulares do ex-banqueiro mostram que os 2 trataram de cláusulas que dariam ao grupo comprador poderes sobre a administração da instituição, incluindo a aprovação de operações financeiras e de crédito.
Os registros são de julho de 2024, quando o BRB era presidido por Paulo Henrique Costa. A negociação envolvia um grupo de investidores do qual participou o empresário José Ricardo Lemos Rezek, próximo de Rueda, e foi posteriormente cancelada, depois de questionamentos do Banco Central sobre as condições da operação.
O contrato estabelecia a aquisição da participação acionária por R$ 320 milhões, pagos em 10 parcelas anuais.
MENSAGENS
Em 1º de julho de 2024, Rueda encaminhou a Vorcaro uma lista de alterações propostas para o acordo de acionistas e para o contrato de compra e venda da financeira.
Os registros apresentam 14 pontos relacionados ao acordo de acionistas e outros 15 referentes ao contrato de compra e venda.
Entre as condições propostas estava o direito de o comprador indicar o diretor financeiro da instituição, com autonomia para aprovar operações financeiras.
Em resposta, Vorcaro sugeriu acrescentar poderes para aprovar operações de crédito.
