As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na 3ª feira (3.nov.2026), trouxeram alguns marcos na diversidade política do país. Mulheres, negros, indígenas, latinos e integrantes de minorias religiosas e sexuais conquistaram cargos que, até então, nunca haviam sido ocupados por representantes desses grupos.
Entre os principais marcos estão a eleição da 1ª mulher negra para governar um Estado norte-americano, da 1ª mulher indígena para o comando de um governo estadual e da 1ª mulher indígena para o Senado. A disputa também elegeu o 1º homem assumidamente gay e o 1º muçulmano para a Casa.
Mulheres negras e indígenas
Na Geórgia, a democrata Keisha Lance Bottoms foi eleita a 1ª mulher negra a governar um Estado norte-americano. Ex-prefeita de Atlanta, ela derrotou o republicano Rick Jackson e também será a 1ª pessoa negra a comandar o Estado, que teve 83 governadores antes dela, todos homens e brancos. Sua vitória encerrou mais de duas décadas de governos republicanos na Geórgia.
Em 1968, Shirley Chisholm se tornou a 1ª mulher negra eleita para a Câmara dos Representantes, por Nova York. Desde então, outras mulheres negras conquistaram cadeiras no Congresso, mas nenhuma havia chegado ao comando de um governo estadual.
Já Deb Haaland, integrante da comunidade Laguna Pueblo, será a 1ª mulher indígena a comandar um Estado norte-americano.
