Nesta quarta-feira, 4, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o andamento de uma investigação que envolve o empresário Daniel Vorcaro.
A decisão foi tomada depois de a Polícia Federal (PF) apresentar um relatório parcial da investigação e solicitar mais tempo para concluir diligências ainda pendentes.
Os investigadores informaram que algumas linhas de apuração já contam com elementos consolidados, mas outras dependem de novas providências.
Conforme a PF, ainda é necessário concluir laudos periciais, aprofundar a análise de movimentações financeiras e reunir elementos que permitam esclarecer os fatos e identificar a possível responsabilidade individual dos investigados.
No documento, os delegados disseram que as medidas pendentes são necessárias para a "verificação da materialidade dos fatos, à reconstrução dos fluxos financeiros e à adequada individualização de condutas".
Fachin determinou que a PGR avalie o relatório policial e se pronuncie também acerca das providências e dos pedidos apresentados pelos investigados.
Em relatório a Fachin, PF indiciou Vorcaro
Há poucos dias, a PF indiciou Vorcaro, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e outras 13 pessoas por envolvimento na venda de carteiras de crédito do antigo Banco Master ao BRB que geraram R$ 12 bilhões de prejuízo.
