A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (4/11), em segundo turno, um polêmico projeto de lei de aumento salarial de até 57% para auditores da Controladoria Geral do Município (CGM). A proposta da gestão Ricardo Nunes (MDB) foi criticada tanto por excluir uma categoria equivalente, de analista de políticas públicas, quanto pelo prêmio aos servidores de um órgão que tido baixa produtividade desde que Daniel Falcão assumiu como controlador, em 2022.
Como mostrou a coluna Demétrio Vecchioli em setembro, a CGM produziu só um relatório em 2026, um em 2025 e dois em 2024. Em 2019, como comparação, haviam sido 30 relatórios de auditoria e 15 notas técnicas publicadas. Eventuais outros documentos produzidos nesses últimos dois anos não foram publicados.
Tida como membro da base de Nunes, a vereador Janaína Paschoal (PP) votou contra o aumento e justificou: “O aumento que está sendo dado para os controladores é completamente desproporcional quando comparamos com qualquer outro aumento dado ao menos durante nosso mandato. Quero também registrar minha insatisfação com o trabalho da CGM. Eu entendo, diante do trabalho prestado, que não há o mérito. Não estou vendo trabalho condizente com o reconhecimento salarial”, disse ela.
A vereadora, vice-líder do PP, relatou que apresentou representações junto à Controladoria e não vê as investigações evoluírem.
