O Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 4.595 denúncias de assédio eleitoral no local de trabalho este ano. São situações nas quais empregados foram constrangidos por manifestar opinião política ou eleitoral.
Levantamento do próprio Ministério Público do Trabalho encaminhado à coluna mostra que o ritmo das denúncias aumentou após o 2º turno das eleições, que terminaram com a reeleição do presidente Lula (PT). Ao todo, foram 2.658 novas denúncias (57% do total do ano) desde o domingo do 2º turno, em 25 de outubro.
Os dados estão atualizados até as 13h desta terça-feira, dia 3/11.
Constranger funcionários por conta de suas opiniões políticas é um crime tipificado na Lei 9.029, de 1995. Uma demissão motivada por discriminação ideológica é considerada nula na Justiça do Trabalho, gerando direito à indenização e até mesmo à reintegração ao emprego.
Nos últimos dias, figuras ligadas ao bolsonarismo fizeram publicações nas redes sociais incentivando empresários a demitir funcionários que fossem “petistas” ou eleitores de Lula.
