A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 4, uma operação contra uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e envolvimento de agentes de segurança pública.
Segundo a Receita Federal, o grupo movimentou mais de R$ 500 milhões em dois anos e utilizava rotas de transporte de entorpecentes para países da Europa.
Batizada de Operação Ifrit, a ação ocorre em sete Estados e prevê o cumprimento de 26 mandados de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária, além de 76 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis de Mato Grosso do Sul e três medidas de monitoramento eletrônico.
De acordo com as investigações, a organização era comandada por um núcleo familiar formado por três irmãos, seus filhos e outros parentes. O grupo teria ligações com facções criminosas e contaria com a colaboração de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal.
Os agentes públicos são suspeitos de fornecer informações estratégicas e apoio às atividades ilegais da organização. A PF não divulgou a identidade dos policiais investigados nem detalhou as funções exercidas por cada um deles.
Organização atuava na fronteira com o Paraguai
O principal centro de operações do grupo ficava na região de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, na fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
