Depois de anos de atrasos e preocupações com uma possível explosão, as autoridades britânicas finalmente concluíram a remoção dos três mastros do SS Richard Montgomery, navio da Segunda Guerra Mundial que naufragou em 1944 no estuário do rio Tâmisa, na Inglaterra. Apesar da operação, cerca de 1.400 toneladas de explosivos continuam armazenadas nos destroços da embarcação.
A conclusão dos trabalhos foi anunciada pelo Departamento de Transportes do Reino Unido em um comunicado ao Parlamento britânico. A medida busca reduzir o risco de que os mastros, que estavam se deteriorando, desabassem sobre a carga explosiva e provocassem uma detonação.
Em abril deste ano, a GALILEU contou sobre os planos para a retirada das estruturas, que permaneciam visíveis acima da superfície da água. Agora, com a conclusão da operação, aproximadamente 13.700 artefatos explosivos ainda estão no fundo do estuário.
Os mastros do SS Richard Montgomery emergindo da água antes de serem removidos no final do mês de setembro
Christine Matthews/Wikimedia Commons
Uma operação delicada
A retirada dos mastros foi recomendada por especialistas em 2020, após avaliações indicarem que o peso das estruturas poderia comprometer ainda mais a integridade do navio, que permanece submerso há 82 anos.
Inglaterra remove mastro de navio naufragado da 2ª Guerra, mas deixa explosivos
