Tem gente que não gosta de avião. Tem gente que odeia academia (muitos). E tem gente que não suporta fazer supermercado (eu). Mas não é só uma questão de gosto. O lance é que, pra mim, fazer compras do mês (ou da semana) é um desafio maior do que limpar grelha.
Tem gente que diz amar supermercado. Eu disse a-m-a-r. Minha avó é uma delas. Meu melhor amigo, outro exemplar. Minha mãe às vezes reclama, mas peregrina por 4 supermercados diferentes toda semana. Desculpa, isso é amor recalcado.
Mês passado, eu viajei para os Estados Unidos. Aluguei um flat no Airbnb, afinal, comer em casa fica muito mais barato. Só esqueci de um detalhe: para isso, é necessário providenciar essa comida. Encarar o supermaket num país estrangeiro faz uma ida ao Pão de Açúcar parecer brincadeira de criança (com direito a carrinho de plástico). Por exemplo, você vai comprar um iogurtinho de morango. Nada mais básico do que um danone rosa. Você tem algumas opções: sem lactose, sem glúten, rico em proteína, com probióticos, vegano ou com leite de aveia, castanha, coco ou amêndoas, além do sem açúcar, mas esse é raríssimo por lá. Veja, eu falo inglês. Mas entender aqueles ingredientes é difícil até pros americanos.
Mas não é só fora do Brasil que fazer supermercado é complicado pra mim. Eu já entro no estabelecimento culpada, já que, invariavelmente, alguém vai dizer que eu fui ao supermercado mais caro (queria saber qual é o barato).
