A inteligência artificial (IA) ainda precisa provar que consegue conquistar o público nas salas de cinema. Pelo menos na China, a primeira grande tentativa de produzir um longa-metragem inteiramente com a tecnologia não teve o resultado esperado. Sanxingdui: Future Past arrecadou apenas 1,7 milhão de yuans (aproximadamente R$ 1,3 milhão) nas bilheterias, apesar de ter custado dezenas de milhões de yuans.
A produção foi lançada em Pequim (China) e chamou atenção por utilizar IA em praticamente toda a sua concepção visual. Os efeitos sonoros também tiveram participação da tecnologia, enquanto a edição ficou sob responsabilidade de profissionais humanos.
O desempenho comercial, porém, ficou muito abaixo das expectativas. O The Guardian relata que assistiu ao longa em uma sala de cinema praticamente vazia na capital chinesa.
A experiência também não impressionou particularmente a crítica. A história apresenta uma sociedade futurista que terceirizou todas as decisões para algoritmos e sistemas de IA, provocando uma catástrofe global. Para evitar o desastre, os personagens precisam descobrir um código secreto associado às esculturas de bronze de Sanxingdui, ligadas ao antigo reino de Shu.
A narrativa mistura astronautas, Egito Antigo e viagens por vórtices espaço-temporais. Os diálogos também evidenciam a participação de uma ferramenta interna de roteiro chamada Bowen, desenvolvida pela própria produtora.
