O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu nesta quarta-feira, 4, uma votação aberta, com a identificação do candidato escolhido por cada parlamentar, na eleição para a presidência do Senado.
“O voto aberto é extremamente, eu acho, recomendável e necessário”, afirmou Marinho. “Agora, nós vamos avaliar de que forma isso pode acontecer. Eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante.”
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O parlamentar relacionou a defesa da transparência à possibilidade de a população cobrar coerência entre os compromissos assumidos pelos senadores e suas decisões dentro do Congresso.
“Para evitar isso, seria de bom tom que os votos fossem absolutamente transparentes”, afirmou, depois de dizer que uma divergência entre o posicionamento apresentado ao eleitor e a atuação parlamentar poderia configurar o que chamou de “estelionato eleitoral”.
O senador também cobrou exposição pública das escolhas feitas pelos integrantes da Casa.
“Aliás, quem é homem público tem a necessidade de se expor, de ser inteiro, de não se esconder”, disse. “A população precisa saber como os seus representantes se posicionam.”
Regimento estabelece voto secreto
A defesa de Marinho depende de uma definição sobre como modificar o procedimento. O artigo 60 do Regimento Interno determina que a eleição dos integrantes da Mesa, incluindo o presidente, seja realizada em escrutínio secreto.
