Um grupo de veículos de imprensa liderado pelo The New York Times processou o navegador Brave nos Estados Unidos. A ação alega que o app libera acesso ilegal a conteúdos protegidos por assinaturas e abastece ferramentas de IA com esse material.
A estimativa do NYT é de que o conteúdo protegido sob autoral resultou num faturamento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões em conversão direta) para o Brave por “copiar e revender” o trabalho das editoras sem permissão, sem repasse aos veículos originais.
O navegador tem uma ferramenta adicional para quebrar o paywall de alguns sites e fornecer acesso a textos exclusivos para assinantes. Além disso, a API do Brave, usada por empresas de IA como Perplexity, Mistral e Anthropic, extrai conteúdos da web para alimentar LLMs.
O impacto do Brave no faturamento do jornal vai além dos recursos contra paywall, de acordo com a ação. O app também conta com um bloqueador de anúncios nativo que remove propagandas do site e pode exibir outros conteúdos no lugar.
Vale destacar que o browser é pouco usado globalmente. A plataforma Statcounter estima que o Brave tem uma parcela de menos de 1% no mercado de navegadores, por outro lado, não existem dados públicos para avaliar o trabalho da API no fornecimento de dados para IAs.
O que dizem as empresas?
