A Embaixada da China no Brasil chamou de “paranoia” a decisão dos Estados Unidos de incluir organizações ligadas aos Institutos Confúcio em uma lista de instituições que representam ameaças à segurança nacional. A representação diplomática afirmou que os norte-americanos tratam até aulas básicas de mandarim como um risco à sua segurança.
“Tratar aulas que ensinam a dizer ‘你好 (olá)’ e ‘谢谢 (obrigado)’ como ‘ameaça à segurança’ não é prevenir riscos, mas erguer barreiras contra si mesmo. Não é autoconfiança, mas paranoia”, escreveu a embaixada nesta 4ª feira (4.nov.2026).
A representação chinesa também aproveitou a publicação para incentivar brasileiros a conhecerem o país.
EUA VÊ RISCOS
A decisão norte-americana foi anunciada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Segundo o órgão, 80 organizações ligadas aos Institutos Confúcio foram identificadas em 30 universidades do país. Segundo os EUA, as entidades retomaram suas atividades com outros nomes e estruturas, mas mantendo o mesmo objetivo de atuar como instrumentos de propaganda do governo chinês.
O país norte-americano afirmou que as organizações representam riscos à segurança nacional por tentarem obter propriedade intelectual norte-americana e influenciar estudantes universitários. Segundo ele, o Congresso já havia proibido os Institutos Confúcio anos antes, mas as atividades teriam sido retomadas por meio de novas organizações.
