A China amplia a produção de carne de frango e começa a se tornar uma concorrente mais relevante do Brasil no mercado internacional, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para atender à demanda por determinados cortes, segundo avaliação do Rabobank. Embora tenha passado a exportar a proteína, o país asiático continua deficitário para alguns produtos, o que mantém oportunidades para os frigoríficos brasileiros.
A oferta chinesa de carne de frango deve crescer 7,5% em 2026 e outros 5% em 2027, segundo projeções do Rabobank apresentadas pelo analista de proteínas animais Wagner Yanaguizawa. Para ele, o avanço não representa uma ameaça imediata aos embarques brasileiros, mas merece atenção no médio e longo prazo.
“Não no curto prazo, mas no médio e longo prazo a gente vai começar a ver um gigante começando a aumentar a competitividade do Brasil no mercado externo”, afirmou.
Atualmente, os destinos das exportações chinesas não são mercados-chave para o Brasil. Entre os compradores citados pelo analista estão Coreia do Norte, Camboja e Hong Kong. Com o aumento da produção, porém, a expectativa é que a China amplie os embarques e passe a oferecer não apenas peito de frango, mas também outros cortes que hoje têm maior demanda no mercado doméstico.
“Os chineses gostam dos cortes ricos em colágeno.
