Embora o tema da regulação das plataformas digitais tenha chegado ao centro do debate público, a percepção dos brasileiros conectados sobre a segurança desses ambientes segue praticamente inalterada: quem confia tende a continuar confiando, e quem desconfia tende a manter o ceticismo.
No caso das redes sociais, essa confiança passa por uma distinção especialmente relevante. Mais gente confia no serviço oferecido pelas redes, em si, do que nas informações que circulam dentro dessas plataformas.
Esses são alguns dos apontamentos apresentados pela nova edição do Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital, um indicador nacional que mede a percepção pública sobre os ambientes digitais. Desde o começo do ano, o estudo tem acompanhado as oscilações nos níveis de confiança e conhecimento sobre as plataformas, dentro de diferentes camadas da sociedade brasileira.
Os resultados da rodada de pesquisas mais recente, relativos ao terceiro trimestre de 2026, revelam um cenário de estabilidade. Em comparação com a rodada anterior, cerca de 77% daqueles que menos confiavam nas plataformas continuam céticos, enquanto 70% dos que mais confiavam ainda mantêm a mesma confiança.
Nesse sentido, eventos recentes de relevância nacional como a implementação do ECA Digital ou o uso pesado de redes sociais nas campanhas eleitorais parecem ter feito pouco para impactar a percepção da maior parte dos brasileiros sobre as plataformas.
