O caso de doença de Newcastle registrado no Brasil deve ter impacto limitado sobre as exportações de carne de frango, permitindo que o país encerre 2026 com um novo recorde de embarques, segundo avaliação do Rabobank.
Segundo Wagner Yanaguizawa, analista de proteínas do Rabobank, a regionalização permite que os países importadores restrinjam as compras apenas das áreas afetadas pela ocorrência sanitária, em vez de suspenderem os embarques de todo o território brasileiro. Os principais mercados do Brasil já aceitam esse tipo de acordo, seja em nível estadual ou municipal.
“Os embarques continuam de certa forma positivos, mesmo com essas limitações”, afirmou Yanaguizawa durante coletiva de imprensa.
O modelo reduz os efeitos de eventuais restrições sobre a indústria nacional, embora ainda existam limitações operacionais para redirecionar a produção. Isso porque há uma concentração de unidades de abate na região Sul, o que dificulta transferir rapidamente os volumes para outras localidades sem comprometer o fluxo de exportações.
O analista avalia que pode haver uma pressão temporária sobre os preços do frango em Santa Catarina, Estado em que aproximadamente 63% da produção é destinada ao mercado externo. A expectativa, porém, é de que os efeitos sejam limitados e não comprometam o desempenho exportador brasileiro.
O cenário é “mais tranquilo” do observado durante o episódio de gripe aviária registrado no ano passado, disse.
