A produção brasileira de carne suína deve crescer 3% em 2027, para 6,1 milhões de TEC (toneladas equivalente carcaça) mas, segundo análise do Rabobank, o setor terá de administrar a expansão da oferta para evitar um novo cenário de excesso de produção e pressão sobre as margens dos frigoríficos.
A estimativa do banco aponta a recuperação da produção em importantes mercados internacionais, especialmente China e Filipinas, como um fator que pode limitar o ritmo de crescimento das exportações brasileiras no próximo ano.
O banco estima que a produção nacional alcance 5,9 milhões de TEC em 2026. Para 2027, a projeção considera a continuidade das oportunidades de expansão, mas também uma necessidade maior de coordenação dos alojamentos de animais, diante do aumento expressivo da oferta registrado neste ano.
Segundo Wagner Yanaguizawa, analista de proteínas do Rabobank, a combinação de custos de alimentação favoráveis e demanda aquecida no mercado interno e externo estimulou a produção em 2026. O crescimento, porém, acabou superando a capacidade de absorção do mercado.
“Esse ano, essa combinação de preço de ração atrativo, demanda crescente no mercado externo e interno, o setor realmente perdeu um pouco a mão na oferta”, afirmou o analista durante coletiva de imprensa.
Yanaguizawa destacou que, mesmo em regiões onde houve desaceleração no alojamento de animais, o aumento do peso médio das carcaças contribuiu para ampliar a produção.
