O diretor italiano Tinto Brass, conhecido por dirigir filmes eróticos, morreu aos 93 anos. A informação foi confirmada pelo canal de televisão Rai News, afiliada da CNN. Segundo o portal, ele lutava contra uma grave infecção sistêmica em 2026.
Entre os títulos, ele se destacou pelos épicos históricos “Salon Kitty”, que o levou a alcançar projeção internacional e foi ambientado em um bordel de luxo em Berlim usado pelo serviço de inteligência nazista e estrelado por Helmut Berger, e “Calígula”, seu filme mais conhecido fora da Itália.
Segundo a Variety, o polêmico filme foi autofinanciado em 1980 por Bob Guccione, fundador da revista Penthouse, que, após desentendimentos com Brass e o roteirista Gore Vidal, assumiu o controle do projeto e descartou o roteiro.
Ele adicionou conteúdo adulto que filmou depois que os atores, incluindo Helen Mirren, Malcolm McDowell, John Gielgud e Peter O’Toole, já haviam concluído suas filmagens, o que levou Brass e Vidal a entrarem com um processo para que seus nomes fossem removidos do filme.
Brass teve um longo relacionamento com Carla Cipriani, roteirista e colaboradora artística, filha de Giuseppe Cipriani, fundador do Harry’s Bar em Veneza. O casamento gerou dois filhos: Beatrice e Bonifacio. Após a morte de Carla em 2006, o diretor iniciou um relacionamento com Caterina Varzi, advogada, psicanalista e atriz, com quem se casou em 2017.
