O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) estima custos de R$ 573,48 milhões em 2027 com duas modalidades de ESS (Encargos de Serviços do Sistema) associadas à segurança elétrica. Desse total, R$ 313,12 milhões correspondem ao acionamento de termelétricas para atender a restrições da rede no subsistema Norte. Outros R$ 260,36 milhões estão previstos para serviços de compensação síncrona prestados por hidrelétricas.
Os valores constam de nota técnica encaminhada à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O estudo utiliza as informações do PMO (Programa Mensal de Operação) de outubro de 2026 e cobre o período de janeiro a dezembro de 2027.
A projeção de encargos por restrições de operação está concentrada nos sistemas de Manaus e Roraima. O ONS identifica 14 termelétricas com expectativa de gerar esses custos no próximo ano, entre elas Aparecida, Manaus I, Mauá 3 e Jaguatirica II. A necessidade de manter geração local decorre dos critérios de segurança para enfrentar a perda de linhas de transmissão ou de transformadores.
Esses encargos remuneram a geração térmica adicional exigida por limitações elétricas que não são contempladas na formação do preço de curto prazo. Nessas situações, o operador precisa acionar usinas além do que seria indicado pelo despacho econômico, a chamada ordem de mérito. Para estimar a despesa, o estudo considera a diferença entre o custo variável da usina e o custo marginal de operação, respeitados os limites do preço de curto prazo.
