O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu nesta quarta-feira, 4, a aprovação de uma anistia e afirmou que, se eleito presidente do Senado, submeterá a proposta à decisão dos parlamentares. Durante entrevista, o líder da oposição acusou pressões externas de impedir a tramitação do assunto no Congresso, sem identificar os responsáveis.
“Anistia é uma pauta que foi impedida, de fora para dentro, de tramitar dentro do Congresso que representa o povo brasileiro”, declarou. “Caso eu seja o presidente, eu vou submeter ao escrutínio dos meus pares. O que a maioria decidir é o que vai acontecer. Não vai haver imposição nem coação.”
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Engavetamento de propostas
Ao tratar dos obstáculos à tramitação, Marinho afirmou que o Legislativo não pode ter sua atuação restringida por interferências externas.
“Se você tem um Parlamento que está manietado, amordaçado, impedido de funcionar porque está sendo extorquido, chantageado e pressionado de uma forma espúria, eu lhes garanto que isso não é democracia”, disse. “As pautas, quaisquer que sejam elas, não devem sofrer o que eu chamo de processo de engavetamento.”
Marinho também acusou a Casa de perder autonomia em relação ao governo Lula. O parlamentar ressaltou que o Senado deixou de exercer plenamente suas funções de revisão e moderação.
