O PL (Partido Liberal) se reuniu nesta 4ª feira (4.nov.2026), às 11h, em Brasília, para discutir a candidatura do partido à Presidência do Senado. Durante o encontro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) anunciou que disputará o comando da Casa, mas afirmou que outros integrantes da sigla também poderão concorrer.
Marinho também homenageou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e justificou sua saída do Brasil com a família para os Estados Unidos, depois de o Supremo Tribunal Federal determinar medidas relacionadas à apreensão de seu passaporte.
Em pronunciamento aos aliados, Marinho afirmou que Flávio tomou uma “decisão difícil” ao deixar o país com a família. O líder da oposição descreveu o senador como “um jovem desprendido”, que abriu mão de uma candidatura praticamente assegurada ao Senado pelo Rio de Janeiro para disputar a Presidência da República.
Segundo Marinho, Flávio recebeu mais de 3.000 ameaças de morte ou agressão física durante a campanha. O senador também afirmou que o filho do ex-presidente foi alvo de uma reação desproporcional da Polícia Federal 7 minutos depois da confirmação do resultado eleitoral, em um processo que classificou como “enviesado”.
Marinho declarou que Flávio levou em consideração a situação do pai, Jair Bolsonaro (PL), que está preso, a condição do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está fora do país, e “a situação do país nos últimos 4 anos” para decidir deixar o Brasil.
