Marcelo Lins analisa derrota do partido de Donald Trump nas eleições dos EUA
Uma espécie de tempestade perfeita está na raiz da vitória histórica conquistada pelo Partido Democrata, de oposição a Donald Trump, nas chamadas midterms, realizada na terça-feira (3) nos Estados Unidos.
Desde o voto de protesto contra Trump até a alta nos votos antecipados, passando por uma nova leva de democratas carismáticos, a chamada "onda azul", em referência à cor do Partido Democrata, foi proporcionada por uma combinação de fatores.
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➡️ No pleito, feito para renovar parte do Legislativo e de governos estaduais, os democratas recuperaram o controle tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado, que eram controladas pelo Partido Republicano, de Trump, desde que ele voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
É praxe, na política norte-americana, que o partido de oposição ao presidente ganhe o controle de pelo menos uma das Casas nas midterms. Desta vez, no entanto, os democratas avançaram sobre cadeiras historicamente ocupadas por republicanos.
Também conquistaram, até a última atualização desta reportagem, 28 governos estaduais, incluindo os de redutos históricos republicanos, como o Texas e o Kansas.
Latinos, guerra, votação antecipada: o que explica a 'onda azul', que deu ao Partido Democrata uma vitória histórica nos EUA
