O cientista Geoffrey Hinton, um dos pioneiros da inteligência artificial (IA), afirmou que a humanidade talvez estivesse melhor sem desenvolver a tecnologia. Ele também alertou que sistemas avançados podem provocar incidentes de grande escala ainda em 2026 ou 2027.
Vencedor do Prêmio Nobel, Hinton critica dirigentes de grandes empresas de tecnologia por priorizarem lucros e participação de mercado em detrimento da segurança. Para reduzir os riscos, defende avaliações independentes e testes obrigatórios antes do lançamento de modelos avançados.
Hinton critica empresas e prevê incidentes graves
Em entrevista ao The Guardian, Hinton, de 78 anos, afirmou que os próximos dez anos, possivelmente menos, serão decisivos para determinar se a humanidade conseguirá controlar os riscos da IA e alcançar o que chamou de “abundância radical”. Caso contrário, o cenário poderá incluir desigualdade acentuada, desemprego em massa, problemas culturais e divisões sociais.
Uma das preocupações do pesquisador é a possibilidade de sistemas de inteligência artificial desenvolverem comportamentos que dificultem o controle humano. Ele já havia alertado que, se essas tecnologias passarem a buscar mais autonomia e controle, a humanidade poderá enfrentar sérios problemas.
Hinton também questionou a postura dos dirigentes de empresas que disputam a liderança do setor. Ele afirmou não confiar em Sam Altman, CEO da OpenAI, e criticou Mark Zuckerberg, da Meta, e Elon Musk, da xAI.
