A norte-americana Christa Pike, de 50 anos, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee (EUA), teria sido diagnosticada com um câncer raro no sangue antes do procedimento. A informação é atribuída à revista People.
O quadro foi descrito como um distúrbio mieloproliferativo, nome associado a doenças que afetam a produção de células sanguíneas na medula óssea. Segundo a reportagem, uma queixa apresentada pelos advogados em oito de janeiro de 2026 já apontava que Christa tinha níveis de plaquetas significativamente acima do normal, possivelmente relacionados à condição.
Embora a publicação mencione um diagnóstico, o trecho sobre a queixa judicial apresenta uma possível associação e não informa o subtipo da doença. Na ocasião, a defesa alertou que o estado de saúde da detenta poderia tornar a injeção letal mais dolorosa e aumentar o risco de complicações.
O que é um distúrbio mieloproliferativo?
Segundo o Manual MSD, as neoplasias mieloproliferativas surgem a partir da multiplicação anormal de células-tronco da medula óssea, responsáveis pela formação das células do sangue.
O processo pode aumentar a quantidade de plaquetas, glóbulos vermelhos ou glóbulos brancos, de forma isolada ou combinada. Em alguns casos, também ocorre a formação de tecido cicatricial na medula. O termo reúne diferentes doenças, classificadas conforme as alterações predominantes. Entre elas, estão:
