A coluna conversou com familiares de Daniel Oliveira de Andrade(foto em destaque), professor e pesquisador morto a tiros na madrugada de sábado (31/10), quando seguia para o Rio de Janeiro (RJ). A viagem seria para comemorar a aprovação de Daniel no mestrado em educação matemática pela Universidade de São Paulo (USP), concluído havia duas semanas. Ele também se preparava para iniciar o doutorado na instituição no começo do próximo ano.
Em entrevista, o pai de Daniel, Paulo Wulff, contestou a versão apresentada pelas autoridades que registrou, em boletim de ocorrência, ao qual a coluna teve acesso, que o crime teria ocorrido após uma suposta discussão no trânsito.
Segundo o pai do professor, relatos de testemunhas e informações obtidas pela família indicam que não houve qualquer discussão antes que o carro em que Daniel estava com os amigos fosse atingido por mais de um disparos.
De acordo com a versão do motorista do carro em que Daniel estava, eles trafegavam pela Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ), quando outro veículo se aproximou com o farol alto. Para dar passagem, o condutor acionou a seta e mudou de faixa.
