A eleição americana trouxe uma vitória da diversidade e uma derrota política para Donald Trump. Mulheres negras e indígenas, um muçulmano e um homem abertamente gay romperam barreiras históricas numa votação que pode tornar mais difíceis os dois últimos anos do mandato do presidente.
Uma estimativa recebida pela coluna aponta 258 cadeiras democratas contra 177 republicanas na Câmara dos Representantes. Se confirmada, será uma vantagem de 81 deputados, com os democratas bem acima dos 218 necessários para controlar a Casa.
Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms tornou-se a primeira mulher negra eleita governadora na história dos Estados Unidos. Também será a primeira mulher e a primeira pessoa negra a governar o estado. No Novo México, Deb Haaland, do povo Laguna Pueblo, foi eleita a primeira mulher indígena governadora do país.
O Senado também terá rostos inéditos. Peggy Flanagan, de Minnesota, tornou-se a primeira mulher indígena eleita para a Casa. Chris Pappas, de New Hampshire, será o primeiro homem abertamente gay eleito senador. Abdul El-Sayed, de Michigan, será o primeiro muçulmano no Senado americano.
A eleição de Juliana Stratton, por Illinois, permitirá outro marco: pela primeira vez, três mulheres negras servirão simultaneamente no Senado. Ela se juntará a Angela Alsobrooks, de Maryland, e Lisa Blunt Rochester, de Delaware.
Nos governos estaduais, Gina Hinojosa será a primeira pessoa de origem hispânica eleita para comandar o Texas.
