Marilyn Monroe (1926-1962) sabia o peso de viver sob os holofotes e dos comentários maldosos que podem marcar a vida de outras pessoas por anos. Com a vivência, foi adquirindo maturidade para lidar com críticas desnecessárias sobre a aparência ou julgamentos precipitados deixando, em uma entrevista de julho de 1962, poucas semanas antes de sua morte, a lição que tirou disso.
“Eu não entendo por que as pessoas não são um pouco mais generosas umas com as outras”, desabafou, na conversa publicada pela revista “Life” de agosto daquele ano, com o título “Last Talk With a Lonely Girl” (“Última conversa com uma garota solitária”), mostrando que não era imune à dor causada pela falta de empatia.
Após passar a vida enfrentando o ciúme, insultos e a objetificação por parte do público e da imprensa, a atriz percebeu que ser “generoso” com os outros não significa concordar com tudo ou ignorar erros, mas ouvir antes de julgar, evitar presunções e saber a hora em que uma crítica simplesmente não precisa ser feita.
Comentário atual
A análise de Marilyn aconteceu décadas atrás, antes da popularização da internet, mas segue atual para 2026, com o que se vive nas redes sociais - onde opiniões e julgamentos impiedosos são escritos em segundos nos campos de comentários de fotos ou de um vídeo curto postado.
Protegidos pela distância da tela, milhares de estranhos avaliam a vida alheia sem estar com a pessoa criticada ou conhecer a fundo sua trajetória.
