O crescimento das compras guiadas por inteligência artificial está representando um dilema para varejistas como Walmart e Amazon. Como permitir que agentes de IA façam compras em seus sites, sem ameaçar suas lucrativas receitas de publicidade e os dados dos clientes que as alimentam?
As gigantes do varejo também são as duas maiores empresas de mídia de varejo do mundo, dominando o mercado de mídia de varejo dos Estados Unidos, estimado em US$ 74,4 bilhões, com uma participação combinada de 88%, segundo projeções da empresa de dados eMarketer. Mas os assistentes digitais podem em breve revolucionar esse setor.
Agentes com inteligência artificial que podem pesquisar e comprar produtos em nome dos consumidores, como o recém-lançado Muse, da Meta, podem corroer o negócio altamente lucrativo de marcas que pagam varejistas para promover produtos em seus sites e aplicativos. Pesquisadores do Morgan Stanley afirmaram em julho que esses agentes podem representar de 10% a 20% dos gastos com comércio eletrônico nos EUA até 2030.
A Amazon e o Walmart estão adotando abordagens diferentes para compras com IA assistida. A Amazon bloqueou o Muse, enquanto o Walmart está oficialmente em parceria com a ferramenta da Meta.
Até o momento, não há nenhum impacto significativo de agências terceirizadas sobre os anúncios da Amazon, afirmou o CEO da Amazon, Andy Jassy, na semana passada.
