O plantio da soja da safra 2026/27 ganhou velocidade na segunda metade de outubro, com recuperação dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Brasil. Segundo análise da consultoria Agro do Itaú BBA, o avanço reduz, neste momento, o risco de atrasos generalizados no calendário agrícola e melhora as perspectivas para a implantação da segunda safra. Apesar disso, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas seguem como pontos de atenção, especialmente em áreas do Centro-Oeste.
Em Mato Grosso, a semeadura acelerou com o retorno das precipitações. No entanto, depois das boas chuvas registradas no fim de setembro e início de outubro, a frequência e a intensidade dos volumes diminuíram em algumas áreas. Com o calor, a perda de umidade do solo também se intensificou, aumentando a necessidade de novas precipitações para garantir o estabelecimento das lavouras.
O relatório do Itaú BBA aponta relatos pontuais de necessidade de replantio em Mato Grosso, mas os casos ainda são limitados e, até o momento, não comprometem o potencial produtivo do estado. A expectativa é de que as chuvas previstas pelos modelos meteorológicos favoreçam a recuperação da umidade e a continuidade dos trabalhos no campo.
Em Mato Grosso do Sul e Goiás, a evolução do plantio também é consistente. Entretanto, períodos quentes e secos entre os eventos de chuva podem reduzir a umidade superficial do solo e comprometer a uniformidade da emergência das plantas.
