O Google está implementando novos controles para que as escolas limitem o acesso dos alunos às ferramentas de IA da empresa. Mas, se as escolas optarem por não usar IA de forma alguma, também perderão o acesso à Busca do Google.
Essa mudança na política pode representar uma grande transformação na forma como alunos e educadores interagem com um dos maiores fornecedores de tecnologia educacional do mundo. Os laptops Chromebook do Google são usados por dezenas de milhões de alunos, alguns desde o jardim de infância.
A medida surge em um momento em que muitas comunidades pressionam por limites mais rígidos ao tempo de uso de telas e à utilização de IA nas escolas, em meio a crescentes temores de que a tecnologia possa prejudicar o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos ou representar riscos à segurança.
Diversos distritos escolares, incluindo as escolas públicas da cidade de Nova York e de Los Angeles, proibiram ferramentas de IA generativa para muitos ou todos os alunos neste ano letivo.
O Google anunciou na terça-feira que seus produtos que utilizam inteligência artificial, como o assistente Gemini e a Busca, estarão desativados por padrão para contas de alunos do ensino fundamental e médio, até que os administradores escolares os ativem explicitamente.
A mudança reverte uma decisão anterior da big tech, tomada em agosto, de ativar o Gemini por padrão no aplicativo Google Classroom.
